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segunda-feira, 5 de março de 2012

A Língua Portuguesa agradece...e nossos ouvidos também!

O texto abaixo oferece uma maneira simples de verificar várias palavras que são pronunciadas pelas pessoas de forma incorreta, segundo a variante padrão da linguagem.


Para professores, o texto abaixo pode ser usado em sala de aula com algumas e pequenas adaptações. Certamente renderá uma aula leve e até divertida e, ainda, os alunos aprenderão pronuncia e formas correta de se falar algumas palavras que pertencem ao "nonsense" comum.



Não diga:

Menas (sempre menos)
Iorgute (iogurte)
Mortandela (mortadela)
Mendingo (mendigo)
Trabisseiro (travesseiro)
Trezentas gramas (é O grama e não A grama)
Di menor, di maior (é simplesmente maior ou menor de idade)
Cardaço (cadarço)
Asterístico (asterisco)
Beneficiente (beneficente - lembre-se de Beneficência Portuguesa)
Meia cansada (meio cansada)

A forma correta de pronunciar é a que está entre parênteses.

E Lembre-se também:

- Mal - Bem
- Mau - Bom
A casa é GEMINADA (do latim geminare = duplicar) e não GERMINADA que vem de germinar, nascer, brotar
O certo é CUSPIR e não GOSPIR.
O certo é BASCULANTE e não VASCULHANTE, aquela janela do banheiro ou da cozinha.
Se você estiver com muito calor, poderá dizer que está "suando" (com u) e não "soando", pois quem "soa" é sino!
O peixe tem ESPINHA (espinha dorsal) e não ESPINHO. Plantas têm espinhos.
Homens dizem OBRIGADO e mulheres, OBRIGADA

O certo é HAJA VISTA (que se oferece à vista) e não HAJA VISTO;
FAZ dois anos que não o vejo" e não "FAZEM dois anos";
POR ISSO e não PORISSO;
"HAVIA muitas pessoas no local" e não "HAVIAM";
"PODE HAVER problemas" e não "PODEM HAVER...";
PROBLEMA e nunca, jamais  e em tempo algum: POBLEMA ou POBREMA;
A PARTIR e não À PARTIR;
Para EU fazer, para EU comprar, para EU comer e não para MIM fazer, para mim
comprar ou para mim comer (mim não conjuga verbo; apenas "eu, tu, eles, nós, vós, eles");
Você pode ficar com dó (ou com um dó) de alguém, mas nunca com "uma dó"; a palavra dó no feminino é só a nota musical (do, ré, mi, etc etc.);
As pronúncias: CD-ROM é igual a ROMA sem o A. Não é CD-RUM (nem CD-pinga, CD-vodka, etc). ROM é abreviatura de Read Only Memory - memória apenas para leitura; HALL é RÓL não RAU, nem AU;



E, agora, o horror divulgado pelo pessoal do TELEMARKETING: Não é "eu vou
estar mandando", "vou estar passando", vou estar verificando... 
e sim eu vou MANDAR , vou PASSAR e vou VERIFICAR (muito mais simples, mais elegante e CORRETO).

- Da mesma forma, é incorreto perguntar: COM QUEM VOCÊ QUER ESTAR FALANDO? Veja como é o correto e mais simples: COM QUEM VOCÊ QUER FALAR?
- Ao telefone NÃO USE: “Quem gostaria?” É de lascar...
- Não é elegante você tratar por telefone pessoas que não conhece utilizando
termos como: querido(a), meu filho(a), meu bem, amigo(a)... Utilize o nome da
pessoa ou Senhor, Senhora.


Por último, e talvez a pior de todas: por favor, arranquem os benditos SEJE e
ESTEJE do seu vocabulário (estas palavras 
não existem).


Mostre este post aos seus amigos: se circula tanta bobagem pela internet, por que não
circular coisa útil?
A Língua Portuguesa agradece E NOSSOS OUVIDOS TAMBÉM!



:)

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

"O Pequeno Príncipe", Saint Exupery



             É uma obra que nos mostra uma profunda mudança de valores, que ensina como nos equivocamos na avaliação das coisas e das pessoas que nos rodeiam e como esses julgamentos nos levam a solidão. Nós nos entregamos a nossas preocupações diárias e esquecemos a criança que fomos. Pelas mãos desse menino o leitor recupera a meninice, abrindo uma brecha no tempo. Voltamos a sentir o perfume de uma estrela e a ouvir a voz de uma flor... Com ele reconquistamos a tranqüilidade e a liberdade, deixando alojar se pela beleza, apossar-se a pouco da sabedoria e do discernimento do que seja essencial. O Pequeno Príncipe é enigmático, profundo, escrito de uma forma metafórica.


“Desenha-me um carneiro”.

          É ai que começa o relato das fantasia e sonhos de uma criança como todas as outras, que questiona as coisas mais simples da vida com pureza e ingenuidade. 

         Apresenta personagens plenos de simbolismo: o rei (que pensava que todos eram seus súditos e não tinha ninguém por perto), o contador (que se dizia muito serio mais não tinha tempo para sonhar), o geógrafo (que se dizia sábio mais não sabia nada da geografia do próprio país), o bêbado (que bebia para esquecer a vergonha que sentia por beber), a raposa, a rosa e a serpente.

            O Pequeno Príncipe vivia sozinho num planeta do tamanho de uma casa que tinha três vulcões. O orgulho da rosa, que também vivia no planeta do Pequeno Príncipe, arruinou a tranqüilidade e o levou a uma viagem que o trouxe finalmente a Terra, onde encontrou a raposa que o levou a começar a descobrir o que é realmente importante na vida – o amor, a amizade e o companheirismo. 

             Assim, cada personagem mostra o quanto às “pessoas grandes” se preocupam com coisas inúteis e não dão o devido valor às coisas. Isso tudo pode ser traduzido por uma frase da raposa, personagem que ensina ao menino de cabelos dourados o segredo da amizade:

 “Só se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos olhos”.

             Antonie Jean Baptiste Marie Roger de Saint-Exupery, foi um escritor de grande sensibilidade, com uma delicada preocupação com o sentido do humano e da existência. Em uma narrativa poética, vai elaborando sua visão de mundo e mergulha no próprio inconsciente, em uma obra aparentemente simples, mais apenas aparentemente. O livro devolve a cada um o mistério escondido em nossa alma. De repente retornamos aos nossos sonhos infantis e reaparece a lembrança de questionamentos acomodados, quase já imperceptíveis na pressa do dia a dia. Voltam ao coração escondidas recordações. Um reencontro pessoal com a criança que nos habita.

             É uma obra que nos mostra uma profunda mudança de valores, que ensina como nos equivocamos na avaliação das coisas e das pessoas que nos rodeiam e como esses julgamentos nos levam a solidão. Nós nos entregamos a nossas preocupações diárias e esquecemos a criança que fomos. Pelas mãos desse menino o leitor recupera a meninice, abrindo uma brecha no tempo. Voltamos a sentir o perfume de uma estrela e a ouvir a voz de uma flor... Com ele reconquistamos a tranqüilidade e a liberdade, deixando alojar se pela beleza, apossar-se a pouco da sabedoria e do discernimento do que seja essencial. O Pequeno Príncipe é enigmático, profundo, escrito de uma forma metafórica.

             Há obras que de alguma forma são capazes de transformar o leitor. Esta é uma delas, que transmite uma experiência muito particular. Uma historia bonita que traz ensinamentos sobre amizade e companheirismo:

 “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”.

             Este não é um livro para criança como a maioria das pessoas pensa, é um livro que traz a mensagem da infância. A criança que esta guardada no nosso coração e na qual reconhece nossos olhos, nosso sorriso, nossa alma... É o mundo onde vivemos e o qual podemos mudar. Se não o quisermos compreender e não nos interessarmos pelas palavras de Saint-Exupery, fica uma das sentenças do Príncipe:

“Tu não és um homem de verdade. Tu não passas de um cogumelo.”